PARA QUE SERVE A BATUTA?

Você já deve ter reparado que a maioria dos regentes de orquestras, coros e bandas usa um bastão para auxiliar a regência. Essa “varinha mágica” é chamada de batuta, ou battuta, que em italiano significa batida ou compasso (cuidado para não confundir com baqueta!). Mas, afinal de contas, por que ela é necessária?

A FUNÇÃO DO MAESTRO

O regente primeiramente é uma figura que marca o tempo para os músicos a fim de que todos consigam andar juntos, sem um ter que correr atrás do outro. Em grupos grandes, isso é imprescindível, uma vez que é difícil de ouvir todo mundo ao mesmo tempo. Com uma interferência visual, a coordenação fica muito mais harmoniosa.

Maestro com batuta

Antigamente, os maestros batiam uma vara no chão para marcar o ritmo. O compositor Jean-Baptiste Lully (1632 – 1687) era um deles e diz-se que marcou o tempo tão vigorosamente durante uma apresentação, que atingiu o seu pé, causando uma infecção. Esta evoluiu para uma gangrena, mas como Lully se recusou a amputar o pé, faleceu dois meses depois.

Além da função rítmica, o regente conduz a interpretação musical, dá as entradas, os cortes, enfim, é o “cabeça” de toda a orquestra.

O PAPEL DA BATUTA

O papel principal da batuta é aumentar a visibilidade dos gestos do maestro. Imaginem um grupo sinfônico com mais de 50 músicos, todos dispostos juntos em um palco e concentrados no mesmo ponto…o regente. Pois é, os braços deste personagem assumem uma importância gigante. Nada melhor do que um artefato que, literalmente, prolongue o seu alcance. É essa a função da batuta.

Além disso, a batuta também exerce uma função de concentração da atenção. A forma como o maestro dispõe seu braço e segura a batuta acaba promovendo um ponto de intersecção imaginário, o que muito contribui para a transmissão de informações aos músicos. De forma bem especial, informações rítmicas.

Ou seja, a batuta tem várias e importantes funções. Mas falando no geral, ela é essencial para a precisão da execução musical.

MAESTROS QUE NÃO USAM A BATUTA

Existem aqueles que preferem dispensar o uso da batuta. Entre eles,  Leopold Stokowski (1882-1977), Kurt Masur (1927-2015) e Pierre Boulez (1925-2016). O argumento é de que sem a batuta e tendo as duas mãos livres o regente consegue mais expressão. A mão que está segurando a batuta, normalmente a direita, acaba ficando mais inexpressiva pois as nuances conquistadas pela expressão dos dedos ficam inviabilizadas. Portanto, para esses regentes, a não utilização da batuta é compensada pelo ganho expressivo. É importante destacar também que na regência coral essa ferramenta é dispensada.

QUANTO CUSTA?

É possível comprar batutas feitas em série (ou seja, de fábrica) a partir de R$58,00 até mesmo em sites de departamentos. Mas, como tudo em música, aquelas feitas por luthiers (artesãos que fabricam instrumentos) são as melhores. Daí podem chegar a custar centenas ou até milhares de reais.

Existem diversas razões para isso: tipo de madeira, flexibilidade, durabilidade e tipo de acabamento na pêra (onde segura).

Portanto, podemos considerar que a batuta é um instrumento de grande valia para o regente.  Além da sua precisão rítmica, ela facilita o contato visual com todos os músicos.

Se você quer saber mais sobre o maestro, acesse nosso post.

Equipe Camerata Benesi


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